O politicamente incorreto me atrai bastante.
Tudo que é certinho, que é feito para não magoar “as
minorias”, me irrita! Como bem cantou, em piada, Danilo Caymmi, num
show recente, imagina a música de Escrava Isaura: “Vida de Afrodescendente é difícil,
é difícil como quê”... Não pega bem, né? Essa onda ridícula, que não para
nunca, faz com que as pessoas evitem falar a realidade, ou pior, tapem o sol
com a peneira. Ora, crente é crente. Macumbeiro é macumbeiro. Negro é negro.
Viado é viado. E por que não se pode fazer piadas com isso? Tem sempre um mala
de plantão que lança um processo judicial só aumentando a morosidade da justiça
brasileira. Salve Porta dos Fundos!!

Já que fiz dois parágrafos politicamente incorretos, "catequiso" você, leitor, a assistir à montagem na UniRio do musical “The Book of
Mormon”, campeão de indicações a prêmios na Broadway, que, graças à Universidade
e a Rubens Lima Jr, está em cartaz até dia 21 de dezembro aqui no Rio. CORRA! Tomara que continue por mais um tempo a partir de janeiro na própria Universidade.
Criado pelos mesmos roteiristas de South Park, famoso
desenho animado onde o politicamente incorreto é a diretriz, impossível não
gargalhar. Não falo aqui de sorriso de canto de lábios, são gargalhadas
histéricas da platéia. Ontem, uma pessoa ria tanto que disse: “pára, que eu vou
morrer!”. Aí é que rimos mais ainda.

É muito importante para o teatro a pesquisa que Rubens Lima
Jr vem fazendo ao longo de sete anos com os alunos/técnicos/parceiros e amigos
da UniRio. Uma série dos melhores musicais foram montados lá por estudantes. E
todos muito bem realizados. Tive o prazer de assistir alguns. Aliás, desde 2001 que venho assistindo a peças com alunos da UniRio. Seria perfeito se a
Universidade tivesse um teatro grande, com equipamentos, para que as montagens ficassem em cartaz
para o grande público assistir.

A dedicação e entrega de toda a equipe é contagiante. Rubens
Lima Jr, o diretor, é um maestro adorado. Certamente é. O
carinho com que todos os envolvidos se entregam de corpo e alma a esta
montagem, tem clara justificativa na competência e carisma do diretor.


Obrigado, Rubens Lima Jr, por esta celebração, por me fazer
rir, chorar, aplaudir com força, ver novos talentos nascendo na Universidade,
por continuar fazendo grupos de estudos sérios sobre musicais, por convidar
Alexandre Amorim para adaptar esta versão com tanta competência para o Brasil.
Em estado de graça. Aplausos sem fim.