
A vez (de novo!) é da Cia Escaramucha que agora ocupa o espaço com o ótimo trabalho “Boca Molhada de Paixão Calada”, comemorando os 70 anos de Leilah Assunção (mesma autora de "Fala Baixo, Se Não Eu Grito") e os 10 anos da Cia.
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Até que ponto se pode abrir o jogo com o(a) ex-mulher(marido)?
Vale a pena contar tudo que ficou escondido durante o relacionamento?
É possível conviver com a traição posta às claras? E as mentiras contadas
apenas para ferir o companheiro? São caso de assassinato ou perdão? As
respostas estão ali no Porão do Laura Alvim.
No palco, a cenografia de Danielle Geamal indica um ambiente
estilo “garçonière”, uma quitinete simples, num lugar obscuro da cidade, com
poucos móveis, cortinas fartas e um sofá que vira uma cama redonda de veludo
azul, composto por gomos. Como um queijo tipo “A Vaca Que Ri”. O figurino é único, mas com elementos que auxiliam para contar a
história. O casal se mostra muito íntimo do local, parecendo que se encontram
várias vezes por lá. Usam os gomos do sofá-cama para criar as cenas. A luz do
Djalma Amaral, limitada ao espaço, consegue auxiliar na evolução da história. A
trilha sonora de Zéza Júlio também é positiva.
Márcio Vieira é um ótimo diretor. Tenho visto trabalhos seus
e sempre me surpreende. Gosto da movimentação, utilização do palco e da
condução dos atores em cena. Marcio aproveita bem o cenário e a ótima dicção do
elenco, que se entregou ao diretor.
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Sem dúvida alguma "Boca Molhada de Paixão Calada" é um espetáculo que comemora com respeito e
dignidade os 10 anos da Cia Escaramucha. Esta Cia, que navega também pelo teatro
infantil, apresenta a peça “Histórias que o Eco Canta”, que já circulou pelo Rio e São Paulo.
Está aí uma justa e competente homenagem à Leilah Assunção. É sempre um prazer assistir ao trabalho ótimo de uma Cia de teatro sólida que faz a cena teatral carioca cada vez mais rica.

Está aí uma justa e competente homenagem à Leilah Assunção. É sempre um prazer assistir ao trabalho ótimo de uma Cia de teatro sólida que faz a cena teatral carioca cada vez mais rica.

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